Vamos pelo começo. Durante a infância e adolescência, somos ensinadas e doutrinadas a pensar que estamos esperando pelo príncipe encantado em nossas vidas. Acontece que ele não existe. Príncipes nada mais são que homens criados através dos contos de fada para controlar nossos passos e corpos como mulheres. Mas o papo aqui não é feminismo (por mais que seja necessário). Deixo isso para outro capítulo.
Voltando. Como toda adolescente, sonhamos com o primeiro beijo, primeiro namorado, primeira vez… Comigo obviamente não foi nada diferente disso, a não ser pela idade do dito cujo. Vamos chamá-lo de Sebastian.
Sebastian era um rapaz muito bonito na época, para uma menina de 12 anos que tinha medo até da própria sombra. Me interessar por ele foi algo, digamos, excêntrico. Um rapaz de 20 anos, que tinha todo apreço e carinho pela minha família e que sempre que chegava na casa dos meus avós, que hoje eu sei que era pra me ver, fazia essa pequena mulher se esconder de vergonha. E que sem dúvidas, na época, montado em seu cavalo, realmente parecia um príncipe.
Pois bem, um certo dia nós encontramos e sim, meu primeiro beijo foi com ele. Não foi como sonhava, ou como gostaria, muito menos como imaginava, mas foi com uma pessoa legal. Visto que logo depois minha paixão maluca por ele foi embora, acho que valeu a pena, talvez. A minha família toda louca pra que namorássemos, mas obviamente não era algo que tinha que acontecer. Não rolou novamente. Me lembro que mesmo depois do nosso beijo, toda vez que ele aparecia, eu ainda me escondia de vergonha. Pobre menina, mal sabia o que viria pela frente na vida amorosa.
Sebastian foi só o primeiro de alguns homens que entraram na minha vida e marcaram de alguma forma. Com ele, eu tive sorte de não ter sido negativamente. Mas com os outros, não posso dizer o mesmo.
Aliás, 15 anos depois, Sebastian encontra-se muito bem casado. Queria eu estar casada kk mas se tivesse, não teria essas histórias horrendas pra contar. Felicidades ao casal e seguimos contando.